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FACULDADE ANHANGUERA
Polos de Fortaleza
A PRÁTICA PEDAGÓGICA DA MATEMÁTICA ATRAVÉS DE NOVOS MÉTODOS
Resenha de Alunos
Por ALBUQUERQUE, Ernesto Celso Chagas ¹
Resenha: “Para Aprender Matemática”, (2 ” ed. São Paulo: Autores Associados, 2008. 139 páginas), do autor LORENZATO, Aparecido Sergio, professor Doutor, licenciado em Matemática pela UNESP (1965) com Pós-Doutorado em Didática da Matemática (Universidade de Laval, Quebec-Canadá (1988). O presente livro emergiu das dificuldades vivenciadas por professores em exercitar princípios didáticos fundamentais à prática pedagógica. Pretendendo tornar a aprendizagem da matemática significativa e agradável, por meio de 25 princípios educacionais, aplicados para promover uma maior qualidade ao ensino. Sendo de fácil compreensão por apresentar exemplos de situações vivenciadas e testadas em sala de aula e de materiais didáticos aplicados pelos alunos e professores.
A matemática para ser ensinada depende exclusivamente de significação, deve haver uma relação com cotidiano do aluno, pois sem esta torna-se desprazerosa e denominada de “difícil e complicada”.
O professor que ensina com conhecimento, conquista o respeito, a confiança e admiração de seus alunos, tornando-os mais interessados, satisfeitos pela disciplina.
É extremamente necessário que o professor pesquise novos métodos e novas metodologias que possibilitem melhorar sua prática pedagógica, pois sem estas os objetivos traçados se tornarão inoportunos.
Também é notório que existem muitos professores que conhecem imensamente os conteúdos, mas esbarram no principal: o ensinar. Se faz necessário “saber” ensinar, pois somos seres distintos, aprendemos e vemos as coisas de formas diferentes, obrigando aos educadores à necessidade de saber ensinar de várias formas.
A dificuldade de aprender matemática pode e deve ser amenizada ou até resolvida quando o professor utiliza o concreto, muitas vezes palavras e números não alcançam o efeito desejado que se consegue com os objetos.
Embora não seja suficiente para que aconteça a abstração matemática, o concreto deve ser o primeiro e elementar passo a ser seguido.
A metodologia sugerida pelo autor LORENZATO, permite ao professor a flexibilidade didática, tornando as aulas mais compreensíveis, agradáveis e acima de tudo sugerindo a simplicidade aos alunos.
1 Graduado em Pedagogia pela Universidade Vale do Acaraú (UVA), Pós-graduado em Psicopedagogia pela Universidade Vale do Acaraú (UVA), aluno do curso de graduação em matemática da Universidade Anhanguera.
Resenha de “O homem que calculava” de Malba Tahan, 1983.
Resenha Crítica: O homem que calculava. Malba Tahan. Círculo do Livro. Integral 1983. 346 paginas.
Por ALBUQUERQUE, Ernesto Celso Chagas 1
Inquestionável a extrema colaboração do ilustríssimo professor Júlio Cesar para a Matemática brasileira, desde 1975 lia e relia com meus não menos imprescindíveis docentes suas obras literárias, souberam transmitir o verdadeiro amor à Matemática que há mais de 40 anos me traz satisfação e prazer. Júlio Cesar de Melo e Souza, nasceu no estado do Rio de Janeiro em 06/05/1895, Engenheiro Civil, Professor de Matemática, autor de mais de 100 livros.Tinha o pseudônimo de Malba Tahan, foi um dos maiores incentivadores do ensino da Matemática no Brasil.
Este livro no estilo “Mil e uma noites” é narrado por Hank Tade-Maiá, que após se encontrar com Beremiz Samir (o persa) se impressiona com a habilidade matemática e o convida a fazerem uma à cidade de Bagdá. A obra literária é constituída por grandes soluções de problemas matemáticos que o persa Beremiz realizava sendo nomeado “ O homem que calculava”. Sua habilidade foi desenvolvida com o auxílio da natureza, contando camelos, ovelhas, folhas das árvores, pássaros etc.
O homem que calculava resolve antigos enigmas matemáticos, quebra-cabeças e histórias, se baseia nos povos árabes, seus costumes e tradições. Malba Tahan desvenda os mais diversos saberes da Matemática, estimulando os leitores a descobrir, quão fascinante é esta ciência que por sinal está entre as mais antigas. Utilizando as histórias e lendas, os desafios matemáticos ou problemas matemáticos, são introduzidos e solucionados num formato extremamente oportuno e sapiente. Um exemplo de lenda escrita nesta obra é a origem do jogo de xadrez. Em um dos enigmas matemáticos há a herança de 35 camelos, que deveria ser distribuída da seguinte forma: o irmão mais velho ficaria com 1/2, o irmão do meio ficaria com 1/3 e o irmão mais moço receberia 1/9 do total de camelos. Por não ser possível uma divisão exata o homem que calculava sugeriu o seguinte: São 35 camelos + 1 camelo pertencente a um amigo de jornada=36 camelos _Deverias receber 1⁄2, a metade de 35 camelos, ou seja, 17,5 camelos , mas agora receberá 18 camelos, disse ele ao irmão mais velho. O irmão do meio deveria receber 1/3 de 35 camelos= 11 e pouco, mas agora irá receber 1/3 de 36= 12 camelos e o irmão mais novo iria receber 1/9 de 25= 3 e um pouco, mas agora 1/9 de 36= 4 camelos. Somando 18 + 12 + 4 = 34 camelos. Dos 36 camelos sobraram 2 camelos.
Um pertencente ao meu amigo de jornada e o outro cabe a mim Beremiz Samir por ter resolvido a contento de todos, o complicado problema da herança. _Sois inteligente, ó estrangeiro. Exclamou o mais velho dos irmãos. A referida obra foi publicada pela 1a vez em 1938 e chegou a 80a edição. Foi também traduzida para o espanhol, francês, italiano e alemão. Em 1972 foi premiado pela Academia Brasileira de Letras.
Faço minhas as palavras de Monteiro Lobato que classificou como: “...obra que ficará a salvo das vassouradas do tempo como a melhor expressão do binômio ciência-imaginação”.
Resenha Os Três – Sarah Lotz
Lançado em 2014 no Brasil, pela editora Arqueiro, o livro Os Três da autora Inglesa Sarah Lotz consegue abordar com competência o efeito do desconhecido na mente humana, suas tentativas de racionalização (ou fuga) e o medo e ódio diante do inexplicável. Tudo isso envolto num clima de suspense e mistério altamente verossímil.
A premissa do livro é bem simples, em resumo: “Quatro aviões caem quase simultaneamente em quatro continentes distintos do globo, em três dos quatro acidentes apenas uma criança sobreviveu, no outro aparentemente não houve sobreviventes. A hipótese mais simples, terrorismo, é prontamente descartada pelas autoridades a medida que não há nenhum indício técnico nem autoria reclamada por grupos terroristas.” Uma mensagem gravada em celular por uma das passageiras, momentos antes de morrer faz a deixa para o sobrenatural: “Eles estão aqui, o menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas... Elas são tantas... Oh meu
Deus, estão vindo me pegar...”.
No entanto, a escolha de uma premissa aparentemente simples, esconde na verdade já parte do talento da autora, ao escolher como pano de fundo de seu livro o tema inicial implícito “Acidentes de Avião”, a autora já começa acertando em cheio um dos grandes medos coletivos do homem moderno: “voar, ou melhor, cair de avião”. Com tantas notícias trágicas de acidentes ao longo de todos os anos da aviação civil, mesmo quem nunca chegou perto de uma aeronave pode nutrir o medo inconsciente de morrer num acidente desse tipo.
A partir desse medo inconsciente, mas real, conhecido, a autora parte para a exploração do tema de fundo do seu livro, o medo do desconhecido... Com as perguntas implícitas já na sinopse, ela desperta a curiosidade dos seus leitores:
Como as crianças sobreviveram a acidentes tão brutais? Porque só uma criança em cada avião (em três deles) sobreviveu? Qual a causa da queda dos aviões? Como é possível que os quatro aviões tenham sofrido acidentes quase instantaneamente? E qual o significado da mensagem deixada em celular por uma das passageiras antes de morrer? Mas antes de mergulharmos de vez na trama da história é preciso fazer um parêntese para falarmos sobre o estilo narrativo do livro. O leitor não acostumado, e aqui me coloco na mesma situação, vai ter sérias dificuldades de entendimento e acompanhamento da narrativa.
A autora, de forma criativa, é preciso dizer, conta a história como se fosse um livro documentário, feito sobre o caso real da quinta-feira negra, como foi chamado o dia da queda dos quatro aviões. O livro na verdade é uma compilação feito por uma autora fictícia de relatos, matérias na mídia, entrevistas, etc, relacionadas com o caso. O problema é que sendo um livro “jornalístico” o mesmo muitas vezes não é linear, apresentando diversos gêneros discursivos: entrevista, carta, transcrições de programas de rádio e tv, etc... Some-se a isso variações de pessoa narrativa, intervenções da autora fictícia e muitos personagens diferentes com pontos de vista distintos sobre a situação.
Se o leitor não for perseverante, certamente pode abandonar o livro logo no início em face a essas dificuldades. Mas, vencidas as páginas iniciais, quando o leitor se acostuma a transição constante de personagens e pontos de vista, o livro torna-se extremamente instigante e rápido de ser lido.
Retomando então ao enredo do livro, a partir das perguntas iniciais, a história se desenrola mostrando diversas possíveis respostas e os personagens que as defendem. Em face então do desconhecido algumas teorias que vão surgindo são: “As crianças sobreviveram por um milagre divino”, “As crianças sobreviveram porque são alienígenas infiltradas na terra, com ajuda dos governos”, “Trata-se de uma incrível coincidência”, e muitas outras, no entanto a teoria que ganha mais força no decorrer da história, se baseia principalmente na mensagem deixada pela mulher agonizante, essa teoria diz o seguinte: “Os três sobreviventes são na verdade os Cavaleiros do Apocalipse, e não são Três Sobreviventes e sim 4, uma outra criança deve ter sobrevivido”.
A partir daí a história de desenvolve com os personagens levando ao extremo suas crenças, e suas ações direcionando o curso do livro. Até chegar ao final. Sobre o final, para não estragarmos para os futuros leitores, podemos dizer que, sim, ficou muita coisa em aberto, até porque a autora já lançou outro livro no mesmo cenário (O Quarto Dia) e, com certeza, quis deixar um gancho para atrair o publico para o livro seguinte. Mas, no geral, o destino dos personagens é resolvido de uma forma ou de outra.
Falando então um pouco da encadernação brasileira do livro, no geral o resultado foi satisfatório, as letras são de tamanho bom deixando a leitura confortável, o único defeito ficou por conta da capa, muito frágil, ficou soltando o plástico com poucos dias de leitura.
Concluindo então está resenha, se o leitor estiver disposto a encarar a narrativa não linear do livro e gostar de finais em aberto e teorias da conspiração, vai encontrar um prato cheio nessa história, o suspense fica no ar do começo até a última página e muitas cenas do livro chegam a causar arrepios, vale a pena se aventurar!
Mauricio Farina
Aluno do Curso de Letras Português e Inglês - Ead – Anhanguera.